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Jardim para crianças por Renata Ulson, arquiteta e paisagista

As crianças precisam de espaço para brincar.

Nas grandes metrópoles, principalmente, os espaços de moradia vêm tornando-se cada vez menores. A grande maioria das pessoas acaba morando em edifícios de apartamentos, em função da segurança proporcionada, mas nestes mal cabem seus móveis, tão pouco crianças cheias de energia.

Assim sendo, é muito importante investir em áreas de lazer para crianças, seja em edifícios, casas, parques ou praças. Mas nunca podemos esquecer que todos os espaços projetados e construídos devem atender 'a todas as pessoas, crianças, idosos, portadores de deficiência ou de qualquer limitação física.

Estes espaços podem ensinar e estimular os sentidos de forma simples e quase imperceptível pelo usuário.

É possível criar espaços ajardinados bastante lúdicos, envolvendo cores primárias, formas geométricas simples (triângulo, quadrado, cículo) que são as primeiras formas percebidas pela criança, o que podemos pertceber pelos seus primeiros desenhos, atividades físicas, brinquedos e jogos.

Uma casa e um sol desenhado por uma criança

Para melhor comprensão, memorização e orientação no espaço, podemos setorizá-lo. Para identificar estes setores de atividades, utilizamos, no caso de jardins, elementos da natureza como referenciais, como espécies perfumadas, diferentes tonalidades de verde, espécies em diferentes florações, pedras, pedriscos de diferentes texturas, diferentes portes e volumes, podas em formatos geométricos, por exemplo.

No caso de espaços de lazer infantil, podemos sugerir os seguintes elementos para a composição do espaço: brinquedos de madeira ou plástico, tanques de areia sintética colorida, casinha de boneca no bosque de árvores frutíferas, jogos como amarelinha, xadrez gigante, ponte sobre lago e cascata.

Tudo isso distribuído no espaço de forma que todos possam utilizar, tanto as crianças como seus acompanhantes, de forma confortável e segura. Sem esquecer de um tratamento de piso adequado, que estimule o usuário e ao mesmo tempo deixe-o seguro, sem perigo de tropeços e escorregões.

A orientação através de placas e letreiros de sinalização, mapas em braile, em grandes espaços como parques é fundamental, evitando desgastes físicos excessivos e perda de tempo do usuário.

Outros elementos importantes nestes espaços são os mobiliários urbanos, que devem se adaptar a qualquer necessidade física, como os telefones públicos e cestos de lixo em dois níveis de altura.

Assim o uso dos espaços torna-se simples, intuitivo e seguro conforme alguns dos preceitos do Universal Design.

Fonte: Instituto Brasil Acessível

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