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É preciso recompor a arquitetura e a engenharia brasileiras

O Brasil vive um momento raro em sua história. Após mais de duas décadas em que a economia vivenciou a difícil experiência de crescimento pífio do PIB, conseguimos uma estabilidade macroeconômica poucas vezes antes vista, com taxas de crescimento mais elevadas e num ciclo aparentemente mais sólido.



Nesse momento, em que quase tudo estimula o desenvolvimento do país: estabilidade na economia, programas de investimento na infra-estrutura governamentais (PAC, especialmente) e privados, é fundamental lembrar que o setor de arquitetura e engenharia consultiva (A&EC) é a base para o crescimento do país. Sem projetos bem-feitos - contratados pela melhor técnica e não pelo critério de “menor preço”, que pode significar “obra mais cara e de pior qualidade”, o Brasil não tem como crescer.


Bons projetos e serviços de arquitetura e engenharia consultiva, porém, dependem fundamentalmente de equipes bem-estruturadas, formadas por profissionais experientes no desenvolvimento de trabalhos nas mais diversas áreas abrangidas pelo setor: transportes, energia, telecomunicações, edificações, saneamento, entre várias outras. Esse é um gargalo que as empresas de A&EC têm procurado superar recorrendo ao amadurecimento de profissionais recém-formados, quase que num sistema de “autoclave”: cursos intensivos transmitem conhecimentos que, de outra forma, exigiriam anos para ser adquiridos.


Esse panorama, no entanto, exige atenção por parte de empresas contratantes e fornecedoras de serviços de arquitetura e engenharia consultiva. É essencial que os valores contratuais passem a refletir a nova realidade econômica, sem o qual não será possível atender à demanda com o nível de qualidade necessário. E sem qualidade de projeto, não há obra ou empreendimento público feitos a custo adequado e durável.



José Roberto Bernasconi, presidente do Sinaenco

fonte: www.sinaenco.com.br

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