
As previsões para 2009 não ficam muito atrás. A Anamaco calcula que, em 2009, o setor deve ter um crescimento semelhante ao que está previsto para a China no mesmo período.
Após diversas reuniões com o Ministério da Fazenda, Indústria e Comércio, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e a participação constante do presidente da entidade, Cláudio Conz, nas reuniões do Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) em 2008, fica claro que o setor pode esperar um ano de grandes conquistas.
De acordo com o Conz, o número de obras lançadas e vendidas no ano passado, cujos contratos têm de ser cumpridos, irá gerar a necessidade de consumo dos produtos de material de construção. Este fator também vale para reformas que estão em andamento e não podem ser interrompidas. “Estudos mostram que, somente com o término das novas obras lançadas pelas construtoras, o que representa 23% do consumo total dos materiais, será gerado um crescimento de 4% nas vendas” explica o presidente da Anamaco.
Além disso, em 2008, o setor de material de construção bateu o recorde de contratações do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos) financiando R$ 30 bilhões. Para 2009, somente em recursos do SBPE e FGTS, serão R$ 50 bilhões disponíveis para empréstimo. “Todo esse crédito deve estimular o consumidor de todo o país. E esta ação com certeza se transforme em um aumento nas vendas”, afirma Conz.
Os setores de reforma, ampliação e construção auto-gerida, que representam 77% do consumo dos materiais do setor no Brasil, deverão crescer ainda mais em 2009. “A Pesquisa Anamaco Latin Panel, divulgada no fim do ano passado, apontou que 2 em cada 3 lares brasileiros precisam de algum tipo de reforma ou construção. Esses dados não passaram despercebidos pelo governo”, declara o presidente da Anamaco.
Outro setor que irá favorecer a área de comércio de material de construção é o de saneamento. Durante o atual governo, foram disponibilizados R$ 18 bilhões no orçamento do FGTS para saneamento. No entanto, apenas R$ 3 bilhões foram despendidos e pagos. “Haverá uma grande busca para destravar e executar estas obras, muitas delas constantes no PAC, que por sua vez já vem ganhando ritmo e será acelerado em 2009”, afirma Conz.
A partir deste conjunto de dados, a Anamaco estima que este ano o setor deve registrar um crescimento de 8,5%. “Outros fatores também apontam para o desenvolvimento do setor, tais como: o crescimento apontado pelo IBGE nos casamentos e divórcios; a contagem para o ano eleitoral (onde tudo tem que ser contratado até o início de 2010); e até o começo das obras visando a Copa do Mundo de 2014. Tudo isso exercerá uma pressão natural no aumento de consumo, o que nos permite estimar um crescimento para o nosso setor próximo ao de 2008”, finaliza.
Fonte: Imprensa Anamaco
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