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Em Gerenciamento e Administração de Obras (veja mais 61 artigos nesta área)

por Matheus Carvalho

6 Dicas para Evitar Calote na Obra



Vai construir? Quantas preocupações. O que fazer? Como fazer? O que será que vai acontecer? Quanto vai custar? Veja nosso artigo, e tenha mais segurança:


1. Conheça o Mercado

Antes de contratar um serviço, é importante conhecer ao menos características básicas para buscar os profissionais adequados e verificar suas qualificações e experiência. Saber quem procurar e o que perguntar são questões importantíssimas na contratação de serviços.

Na construção civil a quantidade de áreas e profissionais envolvidos acaba inviabilizando que o cliente final conheça todos os detalhes, sendo essencial buscar informações com engenheiros, arquitetos ou empreiteiros.

Também é interessante entender um pouco das soluções adotadas e o que esperar em termos de prazo e custo, evitando assim que os recursos terminem antes da obra.

2. Pesquise Preços

O mínimo de conhecimento acerca dos serviços ajuda a identificar promessas absurdas de prazos e preços, evitando perda de tempo e prejuízos.

Por exemplo, sabemos que um orçamento de 100 reais para construção de uma casa completa é absurdo, portanto seria possível identificar de imediato um possível calote. Mas e se fosse 30 mil? 60 mil? 100 mil? Qual o preço justo?

Além do valor, é essencial exigir o detalhamento dos serviços orçados, pois um mesmo serviço pode significar diferentes tarefas para dois profissionais.

Por exemplo, ao orçar o serviço de pintura é importante definir questões como:

- Necessidade de montagem de andaimes;
- Proteção de pisos, móveis e esquadrias;
- Preparação da base;
- Quantidade de Demãos;
- Limpeza pós obra.


De nada adianta optar pelo orçamento mais barato para depois descobrir que alguns serviços não estavam incluídos na proposta, atrapalhando o planejamento e gerando custos não previstos.

A elaboração dos Projetos de Engenharia Civil e Quantitativo de Materiais são etapas essenciais para quantificar e orçar corretamente a obra.

3. Faça um Contrato

O contrato ainda é um documento praticamente inexistente em obras de pequeno porte, o que acaba gerando grandes problemas na primeira contestação de qualquer uma das partes.

Por vezes, na euforia de realizar o sonho da casa própria, algumas questões podem acabar sendo ignoradas para serem resolvidas depois, porém, alguns detalhes podem impactar diretamente no custo e prazo do serviço.

O contrato é importante para proteger todas as partes envolvidas, não somente o cliente. Além das especificações dos serviços, também devem ser acertadas questões como:

- Deslocamento;
- Armazenamento de materiais e equipamentos;
- Alimentação;
- Horários;
- Pagamento;
- Prazo.


É comum que ambas partes assumam que os serviços serão feitos de determinada maneira sempre fizeram dessa forma, porém nem sempre será o caso.

4. Combine o Pagamento por Etapas

Quando a contratação envolve diferentes serviços, é essencial que seja acordado o pagamento por etapas. Em obras maiores o ideal é que seja feito um Cronograma Físico-Financeiro.

Infelizmente ainda é comum ouvir histórias de “profissionais” que somem ao receber o pagamento ou executam um serviço de péssima qualidade. Do outro lado, também há casos de clientes que se recusam a realizar o pagamento após a prestação do serviço.

Para evitar esse tipo de problema o contrato é um ótimo ponto de partida, porém, não resolve completamente, visto que quebras de contrato podem ocorrer. Dessa forma, para evitar grandes prejuízos o ideal é que o pagamento seja feito por etapas.

Esse tipo de pagamento é bastante comum em grandes obras e no serviço público, visando garantir a execução dos serviços e correção dos problemas identificados antes do pagamento. A separação por etapas também é útil para fazer orçamentos com diferentes profissionais, buscando o melhor custo-benefício para ambos.

5. Acerte o Pagamento por Metragem, não por Tempo

Apesar de alguns prestadores de serviço terem pavor a esse tipo de contrato, é o mais justo e ideal para o cliente final. O famoso “pagamento por diária” gera problemas para ambas as partes, principalmente para o cliente.

Pode-se estabelecer, por exemplo, o pagamento de acordo com a metragem de piso colocado, ao invés do pagamento de horas que o profissional leva para executar o serviço. É função do profissional saber quanto tempo leva para executar o serviço e fazer um orçamento com base em sua estimativa.

Mas atenção! Deve-se tomar o cuidado para que o rendimento do profissional não seja prejudicado por fatores que não são de sua responsabilidade, como falta de materiais.

Por exemplo, se um pedreiro comparece na obra porém o cliente esqueceu de encomendar a argamassa, não é justo que o profissional deixe de receber, podendo ser prevista uma remuneração reduzida nesses casos. O planejamento da obra é essencial para evitar esse tipo de problema.

6. Contrate um Intermediador/Coordenador

Achar profissionais de confiança, e que prestem um serviço de qualidade a um preço justo, é uma tarefa muito difícil. Até mesmo grandes empresas sofrem com a falta de mão de obra qualificada.

Ao contratar um engenheiro civil para acompanhamento da obra, a responsabilidade pela entrega dos serviços passa a ser de um único profissional, cabendo a ele a tarefa de garantir que tudo seja executado dentro do prazo e qualidade acordada.

A cobrança, em caso de problemas, se torna muito mais simples para o cliente, visto que engenheiros civis possuem cadastro nos Conselhos Regionais, conhecido como CREA, e não podem simplesmente “desaparecer”, podendo ser alvo de processos e até mesmo perder a licença para exercer sua profissão.

Diferente do que ocorre com empresas que dependem apenas do CNPJ para operar, a responsabilização do profissional de engenharia, através da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) e do Registro Profissional (CREA), garante que o cliente tenha meios de buscar seus direitos.




Matheus de Carvalho Oliveira, Engenheiro Civil Empresarial formado pela Universidade Federal do Rio Grande – FURG. Apaixonado pela engenharia, mais especificamente pelas áreas de estruturas e gestão, que possibilitam, em razão de sua complexidade, otimização e inovação contínuas.



Fonte:carluc.com.br



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