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Em Gerenciamento e Administração de Obras (veja mais 61 artigos nesta área)

por Arq. Fabio Rocha / Sílvia Rocha

Gerenciamento de Obra: agilidade e sincronia das equipes são os maiores desafios, “porque o tempo não para”!



Gerenciar uma obra significa administrar, simultaneamente, o cumprimento do cronograma e a previsão financeira, gerindo profissionais com formações e comportamentos diversificados. Caso isso não ocorra, poderá haver inúmeras perdas, tanto no aspecto financeiro quanto no emocional, comprometendo a qualidade e o tempo.

Quem já participou de construções ou reformas mal administradas pode enumerar seus transtornos.

Além de a equipe de profissionais ser grande e diversificada (técnicos de ar-condicionado, montadores de móveis e divisórias, colocadores de carpetes e pisos, pedreiros, eletricistas, encanadores, pintores, gesseiros, vidraceiros, serralheiros, paisagistas etc.) e, portanto, necessitar de coordenação e supervisão constantes, deve-se atentar para dois aspectos muito importantes: a previsão financeira, que requer constante monitoramento, e o cronograma executivo, que, caso não é cumprido, pode, além de causar dissabores, gerar gastos em virtude de pagamentos de novas diárias, alimentação, entre outros.

Infelizmente, não é raro deparar com obras mal-acabadas, ou ainda encerradas antes do término justamente por falta de verba.

O gerenciamento é parte de qualquer obra, devendo ser compreendido como um investimento indispensável. Mesmo com os custos envolvidos na contratação do gerenciador, os ganhos são significativos: rapidez na conclusão dos prazos, segurança nas informações e confiança no suporte técnico são, com toda certeza, fatores que reduzem o estresse do cliente e justificam esse serviço.

O gerenciador é o técnico responsável pela execução da obra, ou seja, é aquele profissional que concretizará as ideias concebidas em projetos.

Desta forma, será responsável por:

a - Contratar mão de obra especializada;

b - Coordenar cada profissional individualmente, em todas as etapas;

c - Escolher materiais e acabamentos, e acompanhar sua utilização, evitando desperdícios;

d - Respeitar e cumprir o orçamento e o cronograma;

e - Zelar pela fiel execução dos projetos.

Alterações podem ser necessárias no decorrer da obra em razão de imprevistos, e nesses casos o bom gerenciador mostrará a melhor solução, sem comprometer o projeto aprovado.

Dez Verbos Indispensáveis ao Gerenciador

1) Observar: esta capacidade possibilita verificar se a estratégia elaborada está dando resultado ou se serão necessárias novas ações para que o prazo seja cumprido.

2) Orientar: o gerenciador que não orienta a equipe, mantendo-a plenamente informada sobre as previsões do projeto aprovado pelo cliente, coloca em risco toda a obra. O mesmo vale para aquele que orienta sem aprofundar algumas questões ou sem saber se foi compreendido.
3) Acompanhar: nenhuma orientação funciona, efetivamente, se não há acompanhamento do desempenho da equipe.

4) Comunicar: a maneira como o gerenciador se comunica é o que define o sucesso de uma decisão. Numa obra, todos devem ser comunicados sobre ocorrências que interfiram nos trabalhos de um ou mais profissionais.

5) Motivar: uma palavra de apoio e um tom amistoso fazem verdadeiros milagres quando uma equipe, ou indivíduo, apresenta cansaço por conta das horas contínuas de trabalho, da pressão quanto ao cumprimento dos prazos e da qualidade da execução.

6) Compreender: compreender não significa ser paternalista e passar a mão na cabeça diante de um erro cometido ou não cumprimento de uma tarefa ou prazo. O bom gerenciador deve ter a capacidade de colocar-se no lugar do outro e ser justo e objetivo ao tomar alguma decisão, destacando sempre a importância de cada trabalho para o andamento e a conclusão da obra.

7) Aprender: livros, cursos e palestras proporcionam muita informação, e também não se pode desprezar todo o conhecimento que cada indivíduo da equipe possui.

8) Ouvir: talvez esta seja uma das melhores características do bom gerenciador. Ouvir, ouvir e ouvir. Ouvir o cliente, a equipe, os colaboradores do cliente. Grandes contribuições para correção ou criação de estratégias surgem a todo instante. É preciso estar atento!

9) Equilibrar: na função de líder de equipes, deve tomar decisões de forma ponderada. Equilíbrio traz tranquilidade e neutraliza qualquer tipo de insatisfação.

10) Liderar: ação essencial que, de modo geral, engloba todas as outras. Por meio da liderança se estabelece um canal de envolvimento e cumplicidade com as equipes, tornando possível a realização de tarefas e o cumprimento dos prazos.

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