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Decoração e Arquitetura de Interiores
Uma questão de bom senso
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O que você acha de vestir uma calça marrom com uma blusa goiaba acompanhada de uma bolsa verde-claro? Ou quem sabe uma saia salmão com uma blusa amarela, cheia de babados?
Ou ainda tentar combinar uma calça ou blusa com estampa de zebra com uma cor forte - vermelho, amarelo, laranja? Acredite: algumas pessoas tentaram combinar estas cores e padrões em suas casas, utilizando-as em paredes, sofás, poltronas e cortinas. E não são poucas nem são exóticas. É gente comum.

Um jogo de berço em tons de rosa com estampa de zebra.
Acho que ninguém precisa ser profissional de interiores ou ter um dom especial para reconhecer que estas combinações são bem difíceis de dar certo, para dizer o mínimo. E como é muito evidente a falta de coordenação entre os elementos, vejo que na verdade o que falta muitas vezes na hora de montar um interior, é bom senso. Veja bem, eu falei de bom senso, e não de harmonia, estética ou qualquer outra coisa mais complicada.
Será que é difícil perceber que uma única cor forte, como o marrom ou o amarelo, tende a dominar o ambiente? Se você tem um elemento assim e ele é grande ou significativo, como um sofá ou uma parede, é mais fácil partir desta cor para escolher as outras que vão estar presentes no espaço. Mas eu sei que nem sempre há uma "coordenação" para a montagem de uma casa. As pessoas pintam a parede de uma cor que gostam, depois compram o sofá num tecido bonito, a mesa em uma promoção e as cortinas em outra oferta. Há também o caso de quem tem vontade de ter "tudo ao mesmo tempo agora": gostam de peças rústicas, naturais, em fibra, gostam de artesanato brasileiro, de budas tailandeses e daqueles armários laqueados em vermelho, com visual chinês. Gostam de sofás fofos, normalmente cheios de detalhes, e de de futons coloridos. De enormes TVs e de tapetes orientais. De cores para "clarear" ou "tranquilizar" os ambientes, ou o contrário, cores para "chocar".

Neutros em toda a casa e uma bela poltrona num vermelho forte: bom senso na decoração.
Mas pare: antes de tomar qualquer decisão, não seria melhor usar um pouco de bom senso e perceber que não cabe tudo isso em um mesmo espaço?
Também existe o extremo oposto: gente que compra tudo bege (ou branco) e acaba achando tudo muito "morno" no final, o que também é um clássico problema de muitos interiores. Basta usar o bom senso novamente: se é tudo muito neutro, escolha uma, e apenas uma, cor quente ou fria e distribua peças e detalhes pelo ambiente, quem sabe até revestindo uma poltrona nesta cor. Mas se você é do tipo que gosta de tudo que aparece nas revistas, escolha o que gosta mais - o sofá fofo revestido em tecido mostarda, uma grande mesa baixa japonesa, um futon muito colorido ou aquele pufe revestido em tecido zebrado - uma, e apenas uma destas peças, e a partir dela arrume seu espaço. Usando mais o bom-senso que a vontade de ter tudo, ou o medo de usar qualquer cor, o ambiente tende a ficar mais harmônico, que no fim das contas, é tudo o que as pessoas querem em suas casas, mas não conseguem definir em uma única palavra.

Tudo neutro e madeira em tom marrom escuro também é uma boa solução para quem não quer errar com cores, nem ficar com um espaço sem vida.
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