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por Redação do Fórum da Construção

Técnicas de paisagismo que todo arquiteto deveria conhecer



Por mais que o paisagismo seja comumente relacionado à estética de praças e parques, sua função vai muito além da decoração de espaços públicos. As técnicas de paisagismo são utilizadas para a criação de ambientes completos, fazendo com que a experiência das pessoas ali seja muito mais prazerosa.

O arquiteto paisagista cria, recompõe, recupera e adapta locais com base em conhecimentos geográficos, botânicos, arquitetônicos, culturais e ecológicos. A ideia é organizar a paisagem de maneira sustentável, esteticamente bonita e funcional para um melhor uso.

Espaços que trazem mais naturalidade ao dia a dia melhoram a qualidade do ar, aumentam a umidade e favorecem a sensação de bem-estar, bem como impulsionam a concentração e o relaxamento. Por essas e outras, as técnicas de paisagismo são de grande importância para os profissionais de arquitetura que desejam imprimir seu diferencial no mercado.

Separamos neste post técnicas de paisagismo que podem ser utilizadas em qualquer ambiente, tanto externo quanto interno, e que certamente o ajudarão a projetar jardins ou áreas verdes incríveis.

Paisagismo em jardins externos


- Conhecer a fundo as características

Ao projetar um jardim ou até mesmo ambientes com plantas em vasinhos, o primeiro passo a dar consiste em entender as características que envolvem o projeto, como o lugar onde o jardim será executado, a frequência de chuvas no local, a incidência de luz solar, a umidade do ambiente e até o tipo de terra a ser utilizado na hora de plantar.

Assim, fica mais fácil saber o tipo de planta que melhor se adapta ao ambiente, garantindo a saúde do jardim. Sem essas informações, é bem provável que seu projeto passe por algumas dificuldades e incompatibilidades que podem levar até mesmo à morte de algumas (ou todas) as plantas e flores.

Essa dica também é válida para projetos de adaptação e decoração de ambientes que já contam com a presença do verde. É importante avaliar as características dos vasinhos e de suas respectivas plantas e flores para que, caso estejam alocados em locais inadequados, possam ser transferidos para outros lugares. Muitas vezes, só a mudança de cômodo (e, consequentemente, de condições climáticas) já melhora a saúde da planta.

- Plantar em vasos

O uso de vasos é uma opção interessante para quem vai cultivar tanto dentro como fora de casa. A grande vantagem dessa alternativa é que, diferentemente dos jardins convencionais, os vasos podem ser facilmente mudados de lugar. Além disso, o uso de vasinhos possibilita maior flexibilidade na decoração, já que eles podem ser encontrados nas mais diferentes cores, de tamanhos, texturas, formas e materiais diversos.

Quanto aos materiais, a escolha pode se basear no estilo do restante da mobília da casa ou no perfil do cliente. Por mais que as opções mais tradicionais sejam de cerâmica, você também pode escolher materiais metálicos ou peças de madeira reaproveitadas, como os pallets.

- Apostar em bancos e mesas

Ter um jardim em casa é um privilégio que deve ser aproveitado ao máximo. Dispor bancos e mesas no projeto faz com que a família consiga aproveitar o jardim de forma mais completa. Dessa maneira, o espaço se transforma em um local incrível para fazer refeições mais demoradas e reunir várias pessoas, bem como em um lugar tranquilo e fresco para ler e relaxar.

Com os móveis certos, o ambiente deixa de ser apenas decorativo, passando a realmente fazer parte da vida das pessoas. Mas atenção: é preciso ter cuidado ao escolher os materiais da mobília. Mesas e bancos externos precisam ser feitos de materiais que resistam ao sol e à chuva. Madeira e ferro são bons exemplos que caem muito bem com o aspecto bucólico do jardim.

- Fazer caminhos

Ainda seguindo a ideia de integrar moradores e jardim, uma boa pedida é ter um caminho para que todos possam aproveitar o lugar sem pisotear as plantas. Mais longos, os caminhos ondulados criam um visual bem bonito, expondo todas as espécies cultivadas.

Esses caminhos podem ser feitos de pedras soltas, material cerâmico ou de cimento contínuo. O importante é que sejam acessíveis e que as plantas com espinhos ou folhas pontiagudas não fiquem perto demais do local de passagem para não machucarem quem passar por ali.

- Ter atenção com os pisos

Assim como todos os outros elementos dos jardins, os pisos também merecem atenção, não devendo ser feitos em qualquer material. Lembre-se de que, como os revestimentos ficam expostos às intempéries do clima, podem acabar cedendo se não forem de qualidade. Vale apostar em materiais como madeira, pedras ou até mesmo na composição de mais de um tipo de material.

É recomendável que o chão embaixo das cadeiras e mesas seja reforçado, já que se trata de uma área de grande circulação, sendo inevitável transformar a grama em barro em poucos meses sem um revestimento próprio. O piso resolve esse problema, mantendo o lugar com um aspecto mais limpo e conservado, sem falar que fica mais fácil de limpar.

- Aplicar texturas diversificadas

Uma das técnicas de paisagismo mais utilizadas é o uso de diferentes texturas. Ao projetar um jardim, é possível combinar folhagens, pedras, vasos, mobílias, tecidos e muito mais. Tudo isso faz com que o projeto, rico em texturas, seja compatível com o restante da casa e também com o estilo do cliente.

Jardins mais rústicos, por exemplo, podem combinar com folhagens mais grossas e bancos de madeira, enquanto jardins mais modernos podem se beneficiar de móveis metálicos e flores coloridas. É claro que, assim como em todo projeto arquitetônico, o paisagismo não segue uma única regra. O produto final vai depender da habilidade do projetista, que pode inclusive optar por mesclar conceitos rústicos e contemporâneos em um só ambiente.

- Caprichar na iluminação

Para que os ambientes externos possam ser devidamente aproveitados após o pôr-do-sol, é preciso caprichar na iluminação. Pois não é diferente com os jardins. Por serem ótimos espaços para noites de verão em família ou jantares com amigos, as luzes são essenciais.

É claro que a escolha da iluminação depende do estilo do jardim e do uso do cliente, mas, em geral, podemos dizer que lâmpadas ao longo do caminho e próximas às flores e plantas são importantes. As opções de LED são as mais indicadas, já que, além de econômicas, não esquentam como as outras, oferecendo menos riscos ao jardim.

- Projetar espaços úteis

Como dissemos, muito mais que complementos decorativos, os jardins não só podem como devem ser projetados como espaços a serem aproveitados pelas pessoas no dia a dia. Afinal, as técnicas de paisagismo se propõem a alcançar a harmonização do ambiente e do usuário, causando uma maior integração entre eles.

Além de bancos e mesas, os jardins podem contar com redes, espaços para crianças, balanços, área de meditação, cantinho para a prática de atividades relaxantes, como yoga, e muito mais. Em casos de jardins maiores, que tal pensar em um espaço aberto, coberto com um pergolado, envolto por plantas trepadeiras e cheio de almofadas para proporcionar momentos de relaxamento, conversas e leitura?

Paisagismo em ambientes fechados


- Escolher as plantas certas

Ao contrário do que muita gente pode pensar, casas que não têm área externa também podem abrigar plantinhas. É até bem fácil determinar as espécies que podem ser cultivadas em pequenos vasos dentro de casa, desde que se tenha a preocupação de conhecer as condições climáticas com antecedência.

A arquiteta catarinense Silvia Monteiro reforça que é sim possível criar um jardim dentro de apartamento, bastando tomar alguns cuidados para escolher as mudas ideais para cada ambiente. “Essa ajuda conseguimos por meio dos profissionais em casas especializadas”, pontua.

Uma orientação importante é avaliar se o local terá luz direta do sol, se pegará água da chuva (no caso de sacadas, por exemplo) ou se terá irrigação manual e monitorada. A partir dessas informações, é só seguir com a escolha das espécies!

Silvia lembra ainda que outras plantas podem compor uma pequena horta de temperos frescos — aí está a chance de saber exatamente a procedência dos seus ingredientes! A única preocupação, segundo a arquiteta e paisagista, é que os vasos peguem sol por pelo menos quatro horas ao dia.

Também é possível optar por espécies decorativas, como flores ou suculentas. Essas últimas precisam de poucos cuidados e são ótimas para pessoas sem tempo ou com pouca experiência em jardinagem. Para ambientes fechados, palmeiras são ótimas opções, já que não precisam de muita luz solar e vivem com pouca água.

- Fazer jardins verticais

Em apartamentos pequenos, a criatividade tem que ser explorada ao máximo para aproveitar todos os espaços disponíveis. Nesse caso, uma saída prática para trazer as plantas para dentro de casa é fazer um jardim vertical. Ocupando um espaço muitas vezes esquecido pelos moradores, essa composição não apenas embeleza a casa como pode ser usada para plantar uma hortinha, flores cheirosas ou pequenas suculentas.

O jardim vertical serve como decoração ou como uma peça útil para a cozinha. Além disso, pode ficar em varandas, desde que tenham alguma incidência de sol. “Os jardins verticais são uma ótima escolha para trazer bem-estar e conforto ligados com a natureza. Mesmo em ambientes pequenos, podemos criar uma parede verde sem atrapalhar a ergonomia do local”, reforça Silvia Monteiro.

- Utilizar vasos com árvores frutíferas

Sabia que é possível cultivar árvores frutíferas em ambientes internos? É isso mesmo! Seguindo essa linha, você faz com que pequenos jardins dentro de casa se tornem ainda mais atrativos e úteis para os moradores. Opções de frutas que podem ser plantadas em vasos são romã, acerola, limão, jabuticaba e pitaya.

Entre os cuidados a serem tomados estão a atenção em relação ao tamanho e à profundidade do vaso, ao tipo de terra mais adequado e à drenagem da árvore. É importante lembrar que, quando plantadas em vasos, as árvores necessitam de mais cuidados que quando plantadas diretamente no solo. É preciso levar em consideração a incidência de luz, a circulação de ar e outras características que possibilitem o desenvolvimento da planta.

- Criar jardins de inverno

É possível executar um jardim de inverno em quase todos os cômodos da casa. Essa proposta é indicada especialmente para quem não conta com áreas externas em sua residência. Se bem planejado, pode dar um toque natural em lugares pequenos, trazer sofisticação aos cômodos e leveza aos ambientes.

Por estar dentro de casa, é preciso prestar atenção à disponibilidade de luz solar no local de implantação do jardim, já que geralmente as espécies mais utilizadas nesse tipo de área verde também precisam de grande incidência de luz natural. Se o ambiente não contar com muitas janelas ou a disponibilidade de luz não for tão forte, vale apostar em espécies de meia-sombra, como samambaia, lança de São Jorge, ráfia, zamioculca e lírio da paz.

- Orientar o cliente a ter paciência

Vale a pena ter uma conversa sincera com o cliente, lembrando-o de que as plantas demoram a crescer e a ficar do jeito desejado, além de precisarem de cuidados frequentes. Até mesmo aquelas espécies que demandam menos atenção têm que ser regadas de tempos em tempos. O ideal é que a jardinagem seja um trabalho prazeroso e não mais uma obrigação na rotina já tão atribulada.

Os benefícios de ter tanto verde em casa são inúmeros, seja para criar um lugar gostoso de convivência ou para fornecer temperos frescos. Todo o cuidado demandado, portanto, vale muito a pena.



Fonte:archtrends.com/blog




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