Logotipo do IBDA - Fórum da Construção  Twitter - Fórum da Construção
Curso a Distância

Enquete

Qual dos candidatos (ordem alfabética), que, sendo eleito como presidente da república, será melhor para o setor da construção:




Ver todos os resultados
Em Paisagismo (veja mais 30 artigos nesta área)

Paisagismo em espaços públicos: benefícios para cidades e para população

Por Benedito Abbud

Com experiência no desenvolvimento de projetos paisagísticos nas mais variadas escalas, não tenho dúvidas da grande tendência do mercado: os trabalhos que visam beneficiar as cidades e a população que usufrui de áreas públicas. A partir dos conceitos adotados em seus projetos, o profissional vem, no decorrer dos anos, alcançando cada vez mais espaço e se consolidando nessa escala urbana.


Na escala da cidade, um dos meus projetos de maior destaque é a construção de uma nova Parauapebas – município do interior do Pará com mínima infraestrutura e com o maior índice de prostituição infantil do país, onde vive um grande número de jovens rapazes que trabalham em uma mineradora da região.


A proposta desse trabalho foi criar acupunturas paisagísticas, ou seja, equipamentos sociais, culturais e de lazer, como campos de futebol, cinema ao ar livre, playgrounds, piscinas e praças de encontro. Com isso, procurou-se melhorar suas condições sociais, na tentativa de diminuir a ocorrência de casos de prostituição.

Outro importante projeto é do primeiro bairro com certificação green building: Pedra Branca, em Palhoça (Santa Catarina), que recentemente foi escolhido pela Fundação Bill Clinton como um modelo dos projetos mais sustentáveis do mundo (o único da América Latina).


O objetivo foi construir uma nova cidade multifuncional e sustentável, com infraestrutura completa destinada a usos residencial, comercial, industrial e comunitário. Foram criadas praças de estar, diversas opções de lazer ao ar livre, espelhos d’água e calçadas arborizadas. Utilizamos uma série de espécies nativas da Mata Atlântica e adotamos réplicas de inscrições rupestres nos pisos, que remetem à cultura local e à história dos primeiros habitantes da região.

Entre os trabalhos paisagísticos para parques está o respeitável projeto do Parque Jefferson Péres, em Manaus, criado de forma a resgatar o orgulho do manaura ao utilizar elementos que remetessem à época áurea da borracha na Amazônia. Foi adotado um pórtico de ferro fundido trabalhado a partir de releituras daquele período, com espelho d’água e referências à cultura e natureza do local. Utilizaram-se também plantas nativas, como o guaraná, a seringueira e o açaí; além do piso com desenho diferenciado representando o encontro das águas do Rio Negro e Solimões.


No âmbito das praças, um grande projeto é o da Praça Victor Civita, em São Paulo, também conhecida como Praça da Sustentabilidade, para o qual projetamos a vegetação. O desafio era fazer o plantio de variadas espécies em um terreno contaminado por um antigo incinerador de lixo.


Nesse trabalho, em que a vegetação questiona sobre a sustentabilidade, foram criados o jardim do etanol e biodiesel, com opções de combustível verde com plantas que não requerem solos férteis; o jardim das plantas transgênicas; o jardim das fitoterápicas; as leguminosas como adubação; a hidroponia vertical para pequenos espaços e as trepadeiras que propõem uma cidade mais verde, melhorando o clima e a umidade relativa e minimizando a poluição do ar. Além disso, foi utilizado o Tec Garden, uma nova tecnologia de irrigação por capilaridade que reusa água da chuva e dispensa energia elétrica.

Ainda nessa escala está uma praça da avenida Paulista, em um terreno da antiga casa dos Matarazzo. O desafio desse projeto foi dar uso ao local para os executivos e a população que frequentam essa região, sem perder a característica de espaço permeável que drena toda a água da chuva.


“Com esses projetos, buscamos mostrar que o paisagismo não é um simples jardim e sim um espaço externo que, em harmonia com a arquitetura, procura proporcionar lazer, convívio social, esporte, cultura, contemplação e educação ambiental, trazendo dignidade e qualidade de vida a todos - o que é fundamental em meio ao estresse e à conturbada vida moderna”.

Você conhece o "Curso a distancia IBDA - SitEscola? Veja os cursos disponíveis, e colabore com o IBDA, participando, divulgando e sugerindo novos temas.

Mais artigos sobre este mesmo tema:
Comentários dos leitores:
Nossos leitores já fizeram 2 comentários sobre este artigo:

De: carlos (em 2010-02-11 17:58:25)

Manutenção
Infelizmente o ramo paisagístico ainda depende muito do setor público para tornar-se grandioso. Exceto pelos grandes condomínios horizontais, as iniciativas de "bem cuidar" de um setor da cidade são iniciativas que requerem recursos públicos. Esse setor (público) sempre padece da descontinuidade nas prioridades de investimento e, um belo boulevard feito por um prefeito é deixado de lado pelo seu sucessor, principalmente se este for de outro partido. A qualidade de vida da população é influenciada diretamente pela paisagem que ela observa nos seus trajetos e, quanto mais bela e bem cuidada for sua cidade, mais respeito por ela seus habitantes nutrirão. No entanto falta "embutir" essa mentalidade nos nossos governantes, não tolerando que esses descuidem do que já foi feito. A conservação e revitalização das atuais áreas urbanas deveriam ser priorizadas e, quando tudo estiver tinindo de belo, pode-se investir em novas áreas. O recurso público não é ilimitado e deve ser bem utilizado.

De: Danielle (em 2010-02-11 08:42:43)

Tec Garden
Solicito mais artigos sobre a tecnologia Tec Garden. Abraços. Danielle Inocencio


Comente você também:

Login: Senha:

• Se você já se cadastrou no site, basta fornecer seu nome e senha.

• Caso ainda não tenha se cadastrado basta clicar aqui.

 Indique esse texto:

Basta preencher o formulário abaixo para enviar esse texto para alguém.

Seu nome:
Seu e-mail:
Nome do seu amigo:
E-mail do seu amigo:
O Site | Contato | Imprensa | Equipe | Apoiadores | Perguntas Mais Frequentes