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Em Patologias da construção (veja mais 26 artigos nesta área)

por Redação do Fórum da Construção

Quais são as causas mais comuns de fissuras nas construções?



Manifestação patológica pode ser decorrente de recalque das fundações, esmagamento de elementos construtivos, falha no cálculo ou execução da estrutura. Entenda e saiba tratar.

As fissuras são aberturas com espessuras inferiores a 0,5 mm e que causam perda parcial da uniformidade de superfícies sólidas. Essas frestas podem surgir tanto nas paredes quanto nos tetos, sendo que os motivos precisam ser investigados independentemente da região onde aparecem.


As fissuras podem surgir tanto nas paredes quanto nos tetos (foto: komkrit Preechachanwate / Shutterstock.com)



“Pesquisar a origem do problema é fundamental para planejar o procedimento de tratamento e reparo”, define a engenheira Rejane Saute Berezovsky, diretora de Relações Institucionais do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo (Ibape/SP).

As fissuras acontecem, geralmente, quando as tensões que a superfície precisa resistir são inferiores às deformações. A diferença entre as forças faz com que aconteça alívio no sistema, gerando as pequenas aberturas. A manifestação patológica é resultado de diferentes situações, como recalque das fundações; esmagamento de elementos construtivos por diversas causas, incluindo sobrecarga; e falha no cálculo ou execução da estrutura.

“Também é decorrente de corrosão da armadura, erros no encunhamento da alvenaria, equívocos no encontro de alvenarias, não existência de verga e contraverga em vãos de portas e janelas, entre outros”, enumera Saute.

A origem do problema pode ainda ser externa à edificação, por exemplo, causada pela movimentação ou trepidação do solo decorrente da execução de obras nas proximidades. Dependendo de como evoluem em função do tempo, as fissuras são classificadas entre passivas e ativas.

“As passivas são aquelas que se encontram estabilizadas, ou seja, o tamanho da abertura é constante”, explica a profissional. Já as ativas apresentam movimento de aumento de extensão. Essa expansão contínua, normalmente, indica que a situação necessita de mais atenção, pois a causa pode estar em preocupante evolução.

Riscos e recuperação

“Quando aparecem fissuras, trincas, rachaduras ou fendas, é como se a edificação soltasse um ‘grito de socorro’, pedindo um olhar de verificação. Nem todas podem ser classificadas como graves ou de risco, mas recomenda-se a análise por profissional habilitado, que poderá indicar o risco efetivo. O tratamento precoce é sempre mais econômico e seguro”, afirma Saute.

Caso a manifestação patológica seja ignorada, há o risco de evoluir até a ruptura total de superfície. Com isso, há a possibilidade de acontecer o desprendimento de reboco ou cerâmica. “Em situações extremas podem acontecer graves acidentes, como o colapso da construção”, complementa.

O primeiro passo para recuperação é o correto diagnóstico de sua origem. “Conhecendo os motivos, o reparo será realmente efetivo e não paliativo”, fala a engenheira. Após ter ciência sobre o que causou o aparecimento das aberturas, a resolução dessa situação precisa ser prioritária.

Com a raiz do problema sanada, começa o tratamento das superfícies que sofrem com as frestas. Em casos mais simples, a aplicação de selantes flexíveis é capaz de absorver as tensões. No entanto, quando o problema já tomou proporções maiores, é recomendável abrir a fissura com as ferramentas adequadas e preenchê-la com impermeabilizantes e selantes.

O tempo de reparo varia de acordo com a secagem das soluções especificadas. É importante contar, durante todo o procedimento, com profissional qualificado e experiente, que indique qual a melhor alternativa a ser aproveitada. Como cada fissura tem causa própria, o passo a passo da recuperação também será bastante específico.

Alvenaria x estruturas

O tratamento de fissuras que surgem na alvenaria é diferente daquele realizado nas fissuras que aparecem nas estruturas de concreto. “O procedimento dependerá do tipo de patologia”, menciona a profissional.

Apesar de ambas as aberturas representarem potenciais problemas mais sérios, as que afetam as estruturas precisam ser encaradas com maior seriedade, justamente por representarem riscos à estabilidade de toda a edificação. No entanto, isso não significa que as ocorrências nas alvenarias devam ser desprezadas.

Fissuras ou trincas?

Segundo a norma técnica ABNT NBR 9575 - Impermeabilização - Seleção e projeto, a diferença entre fissuras e trincas está em seus tamanhos. “As microfissuras são as aberturas inferiores a 0,05 mm. Já as fissuras têm até 0,5 mm. As trincas apresentam entre 0,5 mm e 1,0 mm. As rachaduras são as frestas que têm entre 1,0mm até 1,5mm. E, por fim, fendas são aquelas com espessura superior a 1,5 mm”, finaliza Saute.



Fonte:aecweb.com.br




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