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por Redação Fórum da Construção

A madeira de eucalipto na construção civil.



A utilização correta da madeira como material de construção somente se efetivará mediante o perfeito conhecimento de suas diferentes propriedades, conseqüência de sua constituição química e, principalmente, da organização dos diferentes tecidos celulares que constituem o xilema secundário.

O desconhecimento dos atributos e características da madeira inviabiliza a sua correta utilização. Projetos de construção utilizando aço e concreto não podem ser transferidos para a madeira. Os arquitetos, engenheiros e construtores são profissionais preparados para trabalhar a madeira e capazes de entendê-la como um material diferente.

Dentre os principais fatores que afetam as características da madeira, pode-se citar o sítio (que se relaciona com o ambiente onde crescem as árvores), operações silviculturais (desbaste, desrama, espaçamento), melhoramento genético (características hereditárias), agentes biológicos, métodos de exploração, conversão e processamento, entre outros.






Como material de construção, a madeira oferece muitas peculiaridades. Entre as vantagens, destaca-se como um dos poucos materiais renováveis, com baixa energia de processamento (muito menor que o aço, alumínio ou concreto), fornece um isolamento térmico, por polegada de espessura, muito maior do que os metais ou o concreto, maior relação resistência e rigidez para peso do que outros materiais, relativamente fácil para trabalho, exigindo ferramentas simples e, em algumas circunstâncias, apresenta alta durabilidade natural.

Entre as desvantagens, destaca-se o fato de a madeira ser combustível, apresentar baixa durabilidade natural, quanto ao ataque de organismos xilófagos (principalmente as espécies provenientes de reflorestamento e de rápido crescimento), apresentar defeitos decorrentes das tensões de crescimento e de uma secagem mal conduzida.

Tais desvantagens não devem ser encaradas como obstáculo à utilização desse material, uma vez que existem soluções a níveis de projetos e relacionadas à sua própria tecnologia. Existe, sim, a necessidade de uma estreita ligação entre a ciência e tecnologia da madeira com a ciência e a técnica florestais, para que a madeira possa ocupar seu espaço e desempenhar uma função satisfatória como material de construção.

Para suprir as necessidades mais variadas de utilização de madeira, o Brasil optou por dois gêneros, Pinus e Eucalyptus, através de programas de reflorestamento. Apesar de produzir madeira de fácil processamento e trabalhabilidade, ainda não se conseguiu uma espécie ou variedade de Pinus que produzisse madeira com propriedades de resistência. Tal ineficiência de comportamento mecânico está relacionado, diretamente, ao baixo peso específico e às elevadas taxas de crescimento.

O gênero Eucalyptus possui um enorme potencial quanto ao suprimento de madeiras para os mais variados fins. A sua madeira se encontra em franca expansão no setor de construção civil e se tornará dominante, em futuro breve, em todas as instâncias do setor madeireiro. Quanto à resistência mecânica, o gênero não apresenta nenhuma restrição, em função do número elevado de espécies, apresentando características mecânicas variando de baixa a muito elevada.

Em relação às outras propriedades tecnológicas, a madeira de eucalipto, ainda, é um desafio, principalmente em se tratando da produção de madeira para utilização mais nobre, como a indústria moveleira e alguns setores que demandam madeiras com características especiais. Tais desafios se devem, em grande parte, à inadequação do material utilizado, uma vez que a madeira disponível no mercado foi plantada e manejada com outros fins, como o suprimento de matéria-prima para a indústria de papel, chapas e carvão vegetal.

Para ampliar o leque de utilização da madeira de eucalipto, há necessidade da incorporação de novas espécies que podem substituir as espécies nativas, tradicionalmente utilizadas e atualmente encontradas, com certa raridade, no comércio madeireiro. Há necessidade de esforços cada vez maiores dos pesquisadores, no sentido de adequação de tecnologias de processamento às espécies já introduzidas e, também, um criterioso estudo de seleção de espécies e melhoramento genético, visando à obtenção de material adequado às novas exigências do mercado.

No Brasil, apenas a madeira de E. citriodora tem consagrada sua utilização na produção de postes e é tímida a sua participação como elemento estrutural de construções civil. A madeira de E. grandis vem ganhando espaço no mercado de madeiras para construção civil, face à grande disponibilidade. As demais espécies, no entanto, são praticamente desconhecidas do comércio madeireiro, em função da baixa disponibilidade e do total desconhecimento de suas propriedades como material de construção.

As madeiras de E. citriodora e E. paniculata, por apresentarem propriedades de resistência e módulo de elasticidade variando de médio a elevado, poderão ser utilizadas em usos estruturais. Em utilizações que requeiram elevada estabilidade dimensional, deve-se utilizar a madeira de E. citriodora, pelo reduzido fator anisotrópico, apesar de apresentar elevados valores de contração volumétrica.

Quanto à durabilidade natural, não existem restrições para a utilização das madeiras de E. citriodora e E. paniculata, em condições de pequeno risco de incidência dos organismos xilófagos. Quanto ao apodrecimento, estas e demais madeiras podem ser consideradas resistentes. Em utilizações estruturais, onde a madeira poderá ficar em contato com o solo ou umidade, a madeira de E. paniculata poderá superar as demais espécies, face à maior camada de madeira tratável por preservativos. Tais madeiras poderão atender, principalmente, aos requisitos de uso em construções pesadas internas, com aplicações em tesouras e treliças de telhados, plataformas e escadas.

As madeiras de E. cloeziana e E. tereticornis apresentam boas propriedades de resistência e módulo de elasticidade, bem como uma boa durabilidade natural. Apesar de apresentarem altos valores de contração volumétrica, suas madeiras se comportam normalmente quanto ao fator anisotrópico. A madeira de E. tereticornis deverá ser utilizada, principalmente, em locais de baixa incidência de cupins de madeira seca. A madeira das duas espécies poderá apresentar bom desempenho como moirões, pontaletes, porteiras, andaimes, elementos de cobertura, vigas, caibros, ripas e entre outros usos que requeiram madeira com propriedades de resistência mediana e densidade elevada.

A madeira de E. pilularis é muito utilizada, na construção civil e em postes de eletrificação, na Austrália e na África do Sul, respectivamente.. Apesar ser classificada como pesada, em função de sua densidade, a sua madeira apresentou propriedades de resistência variando de médio a baixo Apesar de não apresentar maiores restrições quanto às características de durabilidade natural, esta madeira deverá ter sua utilização limitada, principalmente para naqueles usos onde uma satisfatória estabilidade dimensional é almejada, em função do alto fator anisotrópico. Possivelmente tal espécie seja útil em construção civil, em ambientes leves e internos, em utilização onde as características de retratibilidade não sejam importantes.

A madeira de E. urophylla, por apresentar propriedades de resistência baixas em geral, e também baixo módulo de elasticidade, apesar de densidade relativamente alta, pelos critérios de classificação adotados, deverá ter aplicação restrita às utilizações não estruturais, protegidas da umidade e fora de área de incidência de cupins, principalmente aqueles de madeira seca.

O E. grandis deste estudo, apesar de produzir madeira de densidade média, mostrou um fraco desempenho quanto às propriedades mecânicas e ao módulo de elasticidade. Destaca-se também para esta madeira, baixa estabilidade dimensional, e também alta susceptibilidade ao ataque de cupins de madeira seca. Esta madeira, de um modo geral poderá ser utilizada em usos não estruturais, em aplicações onde a estabilidade dimensional não seja importante e principalmente em locais de baixa incidência de cupins.

Possivelmente uma utilização desta madeira, após secagem ao teor de umidade ajustado às condições de uso, e peças de pequenas larguras, poderá ser no revestimento interno, e na confecção de lambris. Através de proteção adequada, por substâncias preservantes, tais madeiras poderão ainda ser utilizadas nos revestimentos externos e mesmo em esquadrias externas.

Quanto às propriedades de resistência e elasticidade, apenas madeiras de E. urophylla e E. grandis, sofrem algumas restrições quanto às utilizações estruturais. Em relação à estabilidade dimensional, apesar da elevada contração volumétrica para todas as madeiras, apenas àquelas de E. pilularis e E. grandis, são mais propensas ao empenamento e fendilhamento em decorrência variações no teor de umidade.

Deve-se ressaltar que a maior implicação dos elevados valores dos parâmetros de retratibilidade, ocorre principalmente na fase de secagem da madeira, em que torna-se inevitável a ocorrência de defeitos, que por sua vez irão influenciar no rendimento e qualidade dessas madeiras. Estando secas, e com teores de umidade compatível às regiões de utilização, as pequenas alterações de umidade ambiental, dificilmente poderão causar maiores problemas na utilização destas madeiras.

Quanto às características relacionadas à durabilidade natural, o apodrecimento parece não ser o principal problema destas madeiras, apesar da recomendação de tratamento preservativo para aquelas situações de uso, em que os riscos de ataque por fungos e outros organismos xilófagos sejam elevados. Quanto aos cupins de madeira seca, as madeiras produzidas por E. citriodora, E. paniculata e E. cloeziana, apresentaram melhor desempenho que às demais, quando foram submetidas a tais organismos.

A caracterização dessas madeiras quanto a permeabilidade e quantidade de alburno, permite algumas inferências relativas a algumas formas de aplicação. Quanto a permeabilidade, apesar de nenhuma espécie possuir cerne totalmente permeável, a dificuldade de impregnação por substâncias preservantes deverá ser ainda maior nas madeiras de E. pilularis e E. cloeziana, em relação às demais.

A quantidade de alburno, que define o grau de proteção efetivamente possível nestas madeiras, é destacadamente mais elevada no lenho de E. paniculata. Elevada proporção de alburno, associada a uma média permeabilidade, poderá sem dúvida proporcionar a introdução desta espécie, para utilizações estruturais da madeira preservada, com mais vantagem que às demais madeiras.

Por outro lado, as madeiras de E. pilularis e E. cloeziana, além de possuírem uma baixa permeabilidade, também apresentam uma baixa proporção de alburno, o que poderá dificultar a obtenção desta madeira preservada de forma mais efetiva, para utilização em locais de elevado risco de ataque pelos organismos xilófagos.

Quanto a densidade aparente, as madeiras deste estudo, são comparáveis às nativas. A contração volumétrica, poderá ser o diferencial, que possibilita uma maior gama de utilização para as madeiras nativas, em relação àquelas de eucalipto. Vê-se que as madeiras de eucalipto, apresentam contrações volumétricas variando de alta a muito alta, ao passo que nas madeiras nativas, esta propriedade foi classificada como média em oito das nove madeiras do Quadro 2, em que apenas na madeira de angelim, esta foi classificada como alta.

Quanto ao fator anisotrópico, entretanto, as diferenças quanto a retratibilidade são menores, quando se compara o grupo de madeiras exóticas com aquele de madeiras nativas. No Quadro 2, destaca-se quanto a este parâmetro a madeira de jatobá, situando numa classe ruim, o que poderá limitar a utilização desta madeira em usos onde elevada estabilidade dimensional é requerida.

Quanto às propriedades mecânicas, certas espécies apresentam madeira com densidade elevada, enquanto valores médios prevalecem para o gênero Eucalyptus. Com respeito à durabilidade natural, as madeiras das espécies nativas mostram certa vantagem, comparadas às de eucalipto; à exceção da peroba rosa e do pinho do paraná, as demais foram classificadas como resistentes ao apodrecimento, comportamento este também verificado para a madeira de eucalipto. Também em relação à resistência ao ataque de cupins, verifica-se que a madeira do pinheiro-do-paraná e do cedro apresentam maior resistência a estes organismos, quando comparada às demais..

Quanto a permeabilidade, vê-se que, à exceção do pinheiro-do-paraná, as demais espécies deverão apresentar dificuldades para tratamento preservativo.

A madeira de eucalipto poderá ser utilizada na construção civil, nos mesmos usos conferidos às nativas em questão. Tomando-se como base a madeira de peroba-rosa, amplamente utilizada na construção civil, na forma de caibros, vigas, ripas, marcos de portas e janelas, venezianas, portas, portões, rodapés, molduras, tábuas e tacos para assoalhos e degraus de escada, entre outros, apresenta uma densidade classificada como pesada, módulo de elasticidade classificado como baixo, valores médios de módulo de ruptura e cisalhamento e valores altos para compressão paralela às fibras e elasticidade.

As propriedades de elasticidade e resistência das madeiras de E. citriodora e E. paniculata se situam na mesma classe daquela de peroba-rosa. Quanto ao fator anisotrópico, a madeira de E. citriodora deverá ser considerada mais estável dimensionalmente que a madeira nativa.

Quanto ao módulo de elasticidade, as madeiras de E. citriodora, E. tereticornis, E. paniculata e E. cloeziana podem ser consideradas ligeiramente superiores à peroba rosa. Quanto a durabilidade natural, a madeira de peroba rosa é considerada mais resistente ao ataque de cupins, apesar da baixa resistência ao ataque de fungos apodrecedores.

As madeiras de eucalipto, provenientes de árvores de idade mais avançada, poderão substituir as madeiras nativas tradicionais na construção civil, em função da madeira estar madura e mais estável.



Fonte:www.remade.com.br



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