Na Índia e na China o poder das cores é estudado há milhares de anos, e sua aplicação se dá em forma de energias que influenciam todos os aspectos da vida. Para os budistas e hindus, os chacras (centros energéticos do corpo) são regidos por elas, que colaboram para o equilíbrio entre o material e o astral, fazendo com que saúde, sorte e sanidade sejam sempre preservadas. No ocidente, foi a religião que as empregou inicialmente; usavam-nas na coloração das roupas, para definir hierarquias cristãs.
A mais antiga teoria sobre o assunto, de que se tem notícia, é de autoria de Aristóteles. Para esse filósofo grego, as cores eram uma das propriedades dos objetos, assim como peso, material e textura – posteriormente Leonardo da Vinci refutaria essa ideia, afirmando que elas seriam propriedades da luz (e não dos objetos). Ele também afirmou que o preto e o branco não são cores, mas extremos da luz. Foi, no entanto, o físico inglês Isaac Newton que realizou os principais experimentos e revolucionou os conhecimentos sobre a luz e a composição das cores. Estudiosos contemporâneos ampliaram tais conceitos, acrescentando ainda os aspectos psicológicos envolvidos. Dessa forma, diz-se atualmente que a cor é vista (impressiona a retina), é sentida (provoca uma emoção) e é construtiva (tem valor de símbolo e capacidade de construir uma linguagem que comunica uma ideia).

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1. As cores quentes (aquelas associadas ao sol e ao fogo – amarelo, vermelho e laranja) aproximam e aumentam os objetos, diferentes das cores frias (associadas à água e ao céu – azul, verde e violeta), que dão a impressão de distanciar-se e reduzem as dimensões aparentes dos objetos. As cores escuras criam a sensação de aproximação, enquanto as claras aparentam aumentar a amplitude.

Case Fabio Rocha Arquitetura: Estímulo à ação e ao entusiasmo por meio das cores quentes
2. Na percepção de tempo, experiências mostram que em ambientes com cores quentes o ser humano subestima a passagem do tempo, enquanto nos ambientes com cores frias o tempo é superestimado. No que diz respeito à percepção tátil, cores quentes parecem mais fofas e macias, e cores frias causam a sensação de dureza.
3. Pesquisas realizadas por psicólogos da Gestalt concluíram que sons altos e fortes fazem com que os olhos fiquem mais sensíveis ao verde que ao vermelho. Esses dados são importantes para o correto planejamento das compensações visuais, no caso de haver problemas com ruídos em diversos tipos de ambiente. Em relação à percepção gustativa e olfativa, verifica-se que os vermelhos, laranjas, amarelos e verde-claros são cores apetentes, diferentes de púrpura, mostarda e tons de cinza, que são menos desejáveis.
4. Quanto ao significado das cores, destaca-se:
Amarelo: é uma cor de vivacidade e luminosidade, sugere proximidade. Se usado em excesso, pode se tornar cansativo.
Azul: na cultura ocidental está associado a fé, confiança, pureza. O azul-escuro dá sensação de frieza e formalismo.
Laranja: cor estimulante e de vitalidade, relacionada a ação, entusiasmo e força.
Rosa: aquece, acalma e relaxa. Está associada a feminilidade e delicadeza.
Verde: sugere tranquilidade. Em tom claro, transmite sensação de paz e bem-estar. Tons escuros podem deprimir.
Vermelho: desperta entusiasmo, dinamismo e ação. Se usado em excesso, pode irritar e despertar violência.
Violeta: sugere proximidade e contato com a espiritualidade. O excesso torna o ambiente desestimulante. Assim como ocorre com o vermelho, com o azul-escuro e com o verde-escuro, não é recomendado o uso do violeta em grandes áreas.

Case Decorlight: Proximidade e um toque de elegância proporcionado pelo uso do amarelo em uma das paredes
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