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Vendas da construção sobem 9,6%
As vendas de material de construção no varejo aumentaram 9,6% no acumulado do ano até julho em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme estudo do Ibope Inteligência divulgado pela Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco). Com o resultado, o setor fica mais próximo da meta da entidade de crescimento para 2010, que está em 11%. No ano passado o setor atingiu faturamento recorde de R$ 45,04 bilhões.


Industria fecha Janeiro com atividade em alta
Um conjunto de fatores positivos ajudou a indústria a iniciar 2010 com aumento de produção e vendas. A base fraca de comparação, a necessidade de repor estoques, a demanda ainda aquecida, o aumento do salário mínimo e as obras de infraestrutura estão entre as razões que explicam vendas entre 5% e 40% maiores da indústria no mercado interno em janeiro na comparação com igual período do ano passado, auge dos efeitos recessivos da crise econômica.


Cresce a venda de materiais de construção
O boom dos financiamentos habitacionais com recursos da caderneta de poupança e as perspectivas favoráveis para o aumento da renda da população levaram o comércio de materiais de construção a projetar para este ano uma taxa de crescimento de vendas que é o dobro da esperada para o Produto Interno Bruto (PIB).


Siamfesp alerta para pressão nos preços
Os sucessivos aumentos impostos às indústrias neste início de ano exigirão dos departamentos de custos das empresas um cálculo refinado para saber o quanto isso refletirá nos preços de seus produtos.



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Incompetência para investir.

Por Redação do Fórum da Construção

O governo entrou em 2010 com cerca de R$ 50 bilhões de restos a pagar, dinheiro empenhado pelo Tesouro, mas não desembolsado até o fim de dezembro. Quem quiser quantificar a incompetência dos governantes terá bom material para seu trabalho nesses dados da execução orçamentária. Mas é necessária uma ressalva. Não se pode falar, genericamente, de incompetência para gastar. A administração federal sabe muito bem como desembolsar o dinheiro dos contribuintes, quando se trata de realizar despesas improdutivas e de beneficiar companheiros e aliados.


Mas esse talento desaparece quando é hora de aplicar as verbas em obras e equipamentos necessários para o fortalecimento da economia e para o aperfeiçoamento da prestação de serviços essenciais.

Não é preciso ter grande capacidade gerencial para aumentar continuamente o gasto com o funcionalismo sem levar em conta a eficiência da máquina pública. É fácil contratar pessoal e aumentar salários, quando não se tem de pensar no retorno econômico e social de cada real a mais aplicado na folha. Mas é indispensável um mínimo de capacidade administrativa para executar um projeto de infraestrutura ou para equipar e reorganizar um serviço importante.


Foram autorizados no orçamento de 2009 investimentos de R$ 57,07 bilhões. O Tesouro pagou R$ 32,15 bilhões, 56,33% do valor orçado. Mas a maior parte da verba desembolsada, R$ 18,19 bilhões, correspondeu a restos a pagar. Do dinheiro previsto para o ano o governo só desembolsou R$ 13,96 bilhões, 24,46%. Esses números foram atualizados pela organização Contas Abertas, especializada em finanças públicas, com números oficiais conhecidos até 25 de janeiro.

Apesar de só ter gasto aqueles R$ 32,15 bilhões, o governo empenhou R$ 45,85 bilhões. A diferença fica para desembolsos neste exercício - ou nos próximos. Em todo fim de ano há uma corrida, em alguns Ministérios, para a realização de empenhos, mesmo sem perspectiva próxima de desembolso. Se não for empenhada, a verba será incorporada no superávit primário e destinada obrigatoriamente à liquidação do serviço da dívida pública, a começar pelos juros.

Se o superávit primário, em alguns anos, ficou acima da meta, não foi por causa de uma notável prudência financeira do governo federal, mas porque faltou realizar uma parte muito grande dos investimentos e nem toda a sobra foi empenhada.

Quando a crise financeira internacional se agravou, em setembro do ano passado, o governo inaugurou a retórica do combate à recessão. Foram prometidos benefícios fiscais para aumento do consumo e investimentos públicos para movimentar setores importantes da economia. Nenhum centavo dos investimentos seria cortado, prometeu o presidente Lula, esbravejando, como sempre. Foi mera encenação.

Ninguém propunha corte de investimentos, mas, além disso, nenhuma pessoa bem informada esperava resultados importantes na realização de obras. O total investido foi maior que o de 2008, mas o de 2008, como o de 2007, havia sido miseravelmente baixo.

O emperramento é atribuível, em parte, à demora na aprovação dos projetos pelos técnicos ambientalistas e também a problemas apontados pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O presidente Lula até já ensaiou mexer no funcionamento do TCU. Faria melhor se pressionasse os companheiros para serem menos incompetentes e produzirem projetos de acordo com as normas em vigor no Brasil.

Esse é o quadro dos investimentos custeados diretamente pelo Tesouro. O cenário parece melhor quando se trata das estatais, mas a aparência é enganadora. Em 2009, as empresas controladas pela União investiram R$ 71,52 bilhões, o maior valor desde 1995, já descontada a inflação. Mas o Grupo Petrobrás, formado por 32 empresas, desembolsou R$ 62,9 bilhões, 87,94% do total.

Mas os investimentos do Grupo Petrobrás crescem regularmente há muitos anos, em consequência das descobertas de petróleo no Brasil (grandes campos foram conhecidos bem antes do pré-sal) e de sua atuação no exterior. A incorporação desses projetos engordou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A Petrobrás teria continuado a investir com ou sem PAC, como já investia muito tempo antes.

O resto é mistificação.


Fonte: O Estado de São Paulo

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Comentários dos leitores:
Nossos leitores já fizeram 2 comentários sobre este artigo:

De: JOSÉ FERNANDO BARBUGIANI (em 2010-02-12 10:50:12)

TENDENCIIOSO 2
Concordo com o leitor Carlos quando diz que temos que melhorar (e muito) nossa preocupação com gastos públicos ao invés de nos preocuparmos com "futebol". Quanto ao uso eleitoreiro de obras e outras facilidades governamentais, uma coisa é "alardear" investimentos e não executá-los e outra, bem distinta é "entregá-las" em épocas eleitorais. Gerar empregos e não usar "cabides". Anuncia-se X milhões de reais para as "obras" do PAC e, depois de "anos" praticamente nada está iniciado de fato ou, o que foi iniciado, não está nem à beira de ser concluído. Isso sim é usar a "máquina" para fazer "propaganda eleitoral enganosa" (desculpem a redundância). Quanto ao "Zé Povinho", este, em sua grande maioria composta de "analfabetos funcionais", tem apenas a preocupação com o próprio umbigo e, quando vê este tipo de atitudes partindo dos governantes tendem a pensar que "isso não muda" e não adianta reclamar. Daí para votar nos mesmos "ilusionistas" e "bandidos" é só um passo. Mas, o que importa mesmo para essa grande massa é que o Brasil é Penta e o Carnaval já chegou.

De: carlos (em 2010-02-11 18:07:03)

Tendencioso
O texto se torna excessivamente tendencioso ao mencionar somente o caso e obras referentes à administração federal. Prestem atenção aos mandos e desmandos do governo de São Paulo que em suas manobras, típicas dos tucanos, aceleram e freiam obras públicas para serem entregues em períodos estrategicamente localizados próximos às eleições. Obras eleitoreiras, apenas isso. O que o governo federal vem aplicando nasceu na fonte construída pela atual oposição, ou seja, o que precisa melhorar e muito é nossa consciência civil em tirar do poder esses compradores compulsivos de panetones dotados de meias gigantescas e cuecas sambão canção. O que tem que melhorar é a nossa preocupação com o gasto público ao invés da tabela do campeonato brasileiro de futebol. O que tem que melhorar também (aliás, se modificar) é a imprensa brasileira, pois dotada do maior poder que existe (o quarto poder) coloca e retira quem ela quiser do poder visando a manutenção do sistema atual. Nós, o "zé povinho" não somos burros, mas estamos cegos e surdos pois não temos acesso à verdade para nos defendermos a cada eleição.


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