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ao produto final, em busca da melhor relação
qualidade x preço.
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Soluções Arquitetônicas e Ideias Criativas
(R)evolução dos Home Theaters
Por
Em meados do séc. XX, a única TV da casa é compartilhada por toda a família, que se reúne na sala para assistir as poucas opções de canais abertos. O que podemos notar é que a (r)evolução tecnológica dos equipamentos foi muito mais veloz do que do mobiliário. A partir daí os
eletrônicos passaram a comandar a festa, ditando as configurações dos ambientes.
Na década de 70, com a especulação imobiliária e a necessidade de se construir mais e não melhor, as áreas dos compartimentos são reduzidas, inversamente proporcionais ao aumento de suas funções: os mesmos cômodos servirão como escritório, quarto de hóspedes e sala de TV - que já não se posiciona no living, mas nos quartos, “embutida” nos armários ou sobre carrinhos com rodízios que passeiam pela casa.

Os racks móveis para TV com o tempo mudaram de função - proporcionam pufes extras no home theater, guardados sob a mesa de centro, banco ou aparador
Já na
década de 90, com a evolução tecnológica e a nova estética dos aparelhos, o
home theater passa a ser o espaço que melhor corresponderia à Sala de Música
Art-Nouveau do início do século, integrando som e imagem através de vídeo-lasers e DVDs. Como complementos surgem sofás-camas ou em L cada vez mais confortáveis, poltronas giratórias e anatômicas advindas da linha
office ou outras que se esticam como
chaises-longues.

Sofá cujos assentos individuais se alongam como chaises, prolongando o conforto, sem ocupar maior espaço na vida diária. Reparem as caixas de som laterais sobre elegantes pedestais giratórios.
As
estantes deste espaço devem ser funcionais,
pois ocupam boa parte do ambiente. Fiação embutida com ‘visita’ e luminárias direcionáveis para os eletrônicos são bem vindos.

Versátil e componível, esta estante modular adapta-se ao comprimento desejável, através de diversas larguras de painéis e afastamentos opcionais entre eles. Possui um visual leve, complementado pelo uso de prateleiras de vidro jateado e cantoneiras em aço inox. Portas de vidro incolor (protegendo os eletrônicos) encaixam-se sob os módulos, que se posicionam em qualquer altura. Guardam de CDs às bebidas e livros e podem ser adquiridos separadamente.
Em termos de som, as tecnologias de áudio multi-canal que mais obtiveram sucesso foram a DTS e
Dolby 5.1 – um
subwoofer para os graves (perto do piso), cinco pequenas caixas de som
surround (uma central acima da TV, duas laterais em prateleiras altas e duas posteriores no teto ou sobre suportes). Além da TV com medidas superiores a 29”, a tela que se desenrolava do teto com projetor também ditava moda.
Na virada do séc. XXI, finas
plasmas e LCDs deslumbram e retornam poderosas ao estar, ocupando o espaço nobre da residência.

Projetada em módulos horizontais e verticais, esta estante dupla face é ‘solta’ do piso através de base metálica e possui previsão para embutir toda a fiação dos equipamentos. Tela widescreen e micro caixas de som giratórias. Prateleiras e gavetas para CDs e DVDs podem deslizar para os dois lados, dividindo as salas do quarto/ escritório. Já os Beatles, 40 anos depois de terem lançado Abbey Road, continuam na ‘crista da onda’.
O advento dos formatos de alta definição Blue Ray e HD DVD, assim como as transmissões de
TV Digital trouxeram enorme destaque ao setor. Apesar da alta tecnologia, as TVs tornam-se cada vez mais leves e com preços acessíveis. Com centenas de canais fechados e a necessidade de se permanecer mais horas em casa por segurança e economia, ela sai do ambiente restrito e pode ser vista de vários ângulos da residência, com espaços cada vez mais integrados como num
loft. Prático, o computador também pode ser acoplado à telona. E, claro, ela pode girar com o novo suporte preso à laje.

Que tal um home theater sem estante? Apenas uma super TV de 50" giratória, que ainda pode ser acoplada ao seu computador. Um fundo acrílico fumé removível facilita o acesso ao complexo cabeamento.
Não há mais necessidade de DVDs, pois os filmes são ‘baixados’ pelo computador e transmitidos na telona. Os novos
docks (caixas de som para
IPods acoplados) substituem os CDs. Mas para os saudosos porque não guardá-los na extensa gaveta subdividida do aparador da sala de jantar?
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